Disfunção erétil – Por que acontece e o que fazer?

Disfunção erétil – Por que acontece e o que fazer?

Juntamente com a ejaculação precoce, a disfunção erétil (também chamada de “impotência sexual” ) é a causa mais comum entre as queixas de homens que me procuram dentro da terapia corporal Tântrica.

Disfunção erétil é a impossibilidade de ter ou manter uma ereção por tempo suficiente para realizar penetração no ato sexual. As causas podem ser físicas ou emocionais, essa segunda é a causa mais comum.

Muitos homens são propensos a sofrer de alguma forma de disfunção de ereção durante suas vidas. Mesmo que a ausência de uma ereção possa parecer trágica a princípio, existem muitas maneiras de lidar positivamente com esse evento. Mesmo com um pênis meio ereto ou não ereto, você pode estimular a vulva e até realizar a penetração, ou então receber uma massagem peniana sensual e excitante.

É mais importante sentir o lingam e estar em contato amoroso com ele do que ter uma ereção. Se ele não subiu, o mais importante é admitir e aceitar esse fato. Apenas aceite sem se julgar e, assim, pode se libertar da tensão e da pressão pelo desempenho, que é uma das principais causas do problema.

As ereções são o resultado do relaxamento

Uma ereção não pode ser forçada – pelo contrário, todo homem sabe que qualquer tentativa de forçar uma ereção ou mesmo desejar uma só terminará em não ter uma. Os que estão condicionados a resolver os problemas pela força de vontade de nada podem contra seus genitais, que não obedecem a nenhuma ordem. Quanto mais uma ereção for “exigida”, mais flácido seu pênis ficará. Medo e ereções simplesmente não combinam.

Uma ereção requer estimulação externa e receptividade interna. É somente quando um homem está relaxado e se sentindo confortável com sua companhia que ele pode começar a se sentir sexualmente estimulado pelo toque, cheiro, seus pensamentos ou um olhar, massagem ou carícia. Esses impulsos estimulam o sistema nervoso e os centros eróticos, fazendo com que o cérebro libere os hormônios que o sistema nervoso parassimpático precisa para se tornar ativo.

O sistema nervoso parassimpático diminui a respiração e os batimentos cardíacos e torna-se ativo à medida que nos acalmamos, amplificando nosso estado de relaxamento. Quando estamos relaxados dessa maneira, as “artérias de entrada” do pênis são capazes de se abrir, liberando sangue no tecido erétil. Este aumento do fluxo sanguíneo também exerce pressão sobre as veias, praticamente fechando-as para que o sangue não flua. Isso aumenta o volume dos tecidos eréteis em três a quatro vezes, e temos uma ereção. Apesar de geralmente acontecer após um estímulo erótico, ereções podem ocorrer em qualquer situação em que tenha estímulo do sistema simpático, como dentro de um carro trepidando ou durante o sono:: a cada 70 a 100 minutos, os homens adormecidos têm uma ereção, mesmo sem sonhos eróticos. Faz parte do funcionamento interno do corpo fornecer regularmente oxigênio ao pênis – é apenas uma parte de uma rotina saudável.

Ereções de apoio

Qualquer problema sexual pode causar insegurança nos homens, mas nada faz um homem entrar mais em pânico como a perda de sua ereção.

Quando um homem sente que pode ser ele mesmo e ser aceito por isso, aconteça o que acontecer, é provável que os problemas psicológicos relacionados à sua disfunção erétil se resolvam. Existem, é claro, homens que ainda terão problemas para alcançar ou manter ereções, seja por razões físicas, relacionadas à idade ou emocionais externas ao relacionamento. A conversa aberta pode ser um passo para um nível novo e mais profundo de intimidade.

Finalmente, é importante manter-se lúdico com tudo isso; não se trata de desempenho ou pontos por esforço. A sexualidade de uma pessoa é tão única quanto suas impressões digitais.

“Fatos inesperados dão aos casais a oportunidade de transformar um fardo em desejo, frustração em prazer e medo em abertura. Onde traumas antigos bloqueiam o caminho, amor e respeito oferecem conforto e uma saída. Desta forma, a impotência pode ser superada, pois “o amor cura todas as feridas”. (Jungen Berger)

O que mais você pode fazer?

Dentro do espectro emocional, muitas vezes por trás de um “não poder”está um “não querer” inconsciente. Honrar e acolher esse “não querer”permite que você se pergunte o que realmente você quer. Aqui uma pergunta mágica pode ajudar: “Se eu acordasse amanhã e meu problema sexual fosse magicamente resolvido, por qual sentimento você o perceberia e como você viveria?”

Outras questões emocionais também podem estar envolvidas: pergunte a si mesmo se você aceita seu/sua parceiro/a como é, não necessariamente como você acha que deveria ser. Há mais alguma coisa que vocês dois podem fazer para ajudar um ao outro a deixar para trás antigos papéis e expectativas de gênero e performance? Você é capaz de reconhecer a profundidade de seus desejos sexuais naturais, assim como os de sua parceria? Embarquem em uma busca juntos – a sexualidade só pode funcionar com base na igualdade e cumplicidade.

No estado normal, sem excitação sexual, o sistema nervoso simpático está ativo; estimula os batimentos cardíacos e a respiração e faz com que as “artérias de entrada” no pênis se contraiam. Com pouco sangue, ele fica flácido.

O estresse e o medo aumentam a atividade do sistema nervoso simpático e provocam a liberação de adrenalina – e o sangue sai do pênis para se  distribuir para outras partes do corpo. O relaxamento é um fator essencial para uma ereção forte e duradoura.

O relaxamento, no entanto, é algo que parece muito estranho para muitos de nós: desde a infância, recebemos sinais de que devemos ter desempenho em muitos níveis. “Você quer dizer que eu não tenho que me esforçar para ter uma ereção?” é uma pergunta que todos nós fazemos quando nos damos conta disso. Quanto menos pensar em ter uma, mais provável é que tenha uma.

Muitos homens me procuram com queixa de disfunção erétil e, logo na primeira sessão, depois de exercícios de respiração para melhorar o estado de presença e uma extensiva massagem relaxante e amorosa, a ereção simplesmente acontece. Basta sentir, respirar e aproveitar.

Razões físicas para disfunção erétil.

Até cerca de trinta anos atrás, as pessoas pensavam que os problemas de ereção eram exclusivamente resultado de causas psicológicas. Pesquisas mais recentes mostraram que em 55 a 85 por cento dos casos, os fatores físicos desempenham um papel na disfunção erétil crônica. Esses fatores incluem:

Arteriosclerose: Certas escolhas de estilo de vida podem piorar a arteriosclerose, incluindo estresse, falta de movimento, uso excessivo de sal e uma dieta rica em gorduras trans.

Pressão alta: Se você tem pressão alta, pode reduzi-la reduzindo seus níveis de estresse, mudando sua dieta e aumentando seu exercício. A medicação regulará a pressão arterial, mas também pode ter efeitos colaterais influenciando ​​na sua capacidade de alcançar e manter ereções.

Fumar: Fumar em excesso não só leva ao entupimento das artérias penianas, mas também danifica o mecanismo de vedação das veias.

Obesidade.

Colesterol alto.

Abuso de álcool: O uso excessivo de álcool pode causar problemas de circulação, bem como uma degeneração do corpo mamilar no cérebro, que é responsável pelo nosso comportamento sexual. É bem sabido que pequenas quantidades de álcool podem causar relaxamento e reduzir as inibições, mas uma vez que uma pessoa bebeu demais, dificilmente algo acontecerá lá abaixo.

Problemas de fluxo sanguíneo no períneo: O fluxo sanguíneo para o períneo pode ser afetado negativamente pelo estresse, certos esportes (como ciclismo) ou ocupações específicas. Sentar demais também pode afetar a circulação do pênis, assim como roupas íntimas ou calças muito apertadas.

Problemas no sistema nervoso: O sistema nervoso transmite estímulos sexuais e garante que certas enzimas sejam direcionadas para a região genital. Cirurgia (especialmente na próstata), lesões, doenças neurológicas, doença de Parkinson e problemas na coluna (especialmente na área do sacro) podem interferir na função erétil, assim como a tensão nervosa.

Problemas de metabolismo e diabetes: Mais de 50% dos homens que sofrem de diabetes se tornarão impotentes ao longo de suas vidas; O diabetes não apenas bloqueia as paredes dos vasos sanguíneos, mas também danifica os nervos, impedindo que os impulsos nervosos importantes para uma ereção sejam transmitidos.

Disfunções hormonais: Os hormônios sexuais masculinos são formados nas células de Leydig dos testículos, bem como nas glândulas supra-renais. Se não houver hormônios suficientes para sustentar as ereções, muitos homens recorrem a afrodisíacos ou tomam inibidores da PDE-5, como o Viagra, que oferecem apenas alívio temporário.

Muitos pensam que a fórmula mágica para a excitação é muito simples: mais testosterona = mais excitação, mas não é verdade. Existe um pré-hormônio chamado dehidroepiandrosterona (ou DHEA) que contribui para o desejo sexual. DHEA é produzido pelas glândulas supra-renais e é um precursor de outros hormônios sexuais, incluindo testosterona e estrogênio.

Estimulação excessiva: As glândulas supra-renais lidam com o estresse e a excitação. O estresse excessivo prolongado nas glândulas supra-renais – por excesso de trabalho ou até mesmo pelo uso excessivo de pornografia – pode levar a problemas de ereção. Isso pode fazer com que se precise de um estímulo cada vez mais forte para ficarem eretos.

Estresse: Sob a influência dos hormônios do estresse, os testículos reduzem a produção de testosterona. Tanto em homens quanto em mulheres, o estresse também leva à redução da produção de DHEA. O estresse é, portanto, contraproducente tanto para a ereção quanto para a capacidade de ficar excitado.

Como fortalecer a capacidade de ereção?

Para promover boas ereções, temos que promover o fluxo de energia para o pênis. Qualquer um, independentemente da idade, pode promover o fornecimento de oxigênio ao e manter a elasticidade através de certos  exercícios. A seguir está uma lista de práticas que melhoram a ereção.

Práticas de respiração: Sempre abdominais, relaxadas no assoalho pélvico, testículos e pênis.

Esportes e dança: esqui (estimula a circulação na pelve), tênis (estimula a capacidade de reagir a estímulos), danças que promovem soltura dos quadris, como as latinas  (salsa, zouk, bachata, samba, etc…), esportes de resistência.

Fortalecimento do assoalho pélvico: aumenta a circulação na região pélvica.

Exercícios pélvicos: balançar, levantar, balançar a pelve, entre outros movimentos.

Body pump: os programas de exercícios são muito bons para promover a circulação na região pélvica. As aulas são oferecidas em muitas academias.

Chi Kung: dez minutos por dia promovem o livre fluxo de energia por todo o corpo.

Exercícios de Feldenkrais: promovem um relaxamento profundo e resolvem o stress a nível celular. O exercício do “relógio pélvico” é particularmente útil para a saúde peniana.

Banhos quentes e mornos: estimulam a circulação.

Musculação: leg press, treinamento abdominal e outros.

Patinação: estimula a circulação na pelve.

Cama elástica: cerca de 15 minutos para fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos.

Desenvolvimento sexual e terapia tântrica.

Yoga: Asanas como a cobra não só promovem a circulação, mas também melhoram a elasticidade do corpo em geral.

Ânus e períneo – Anatomia do prazer de quem tem pênis

Ânus e períneo – Anatomia do prazer de quem tem pênis

Semana passada falamos do pênis e dos testículos dentro da anatomia do prazer de quem tem pênis. (pode ler clicando aqui). Essa semana iremos falar de duas zonas pouco ou nunca exploradas por muitos. Mas que podem proporcionar outras formas incríveis de prazer: o ânus e o períneo.

São dois locais em que se pode acessar direta ou indiretamente a próstata, a glândula que produz o líquido seminal e é altamente enervada, podendo proporcionar orgasmos incríveis.

O períneo

 Se quiser visualizar seu períneo vai precisar de um espelho de mão. Melhor ainda, agache-se sobre um espelho um pouco maior, o que permitirá que você use as duas mãos para explorar a área abaixo dos testículos.

Entre o ânus e o escroto está o períneo, uma área energeticamente e biologicamente muito importante para nossa sexualidade e desejo.

Usando um dedo para explorar o períneo, comece sentindo a protuberância que forma a raiz do lingam, localizada imediatamente atrás dos testículos. Caso esteja com o pênis ereto fica mais fácil ainda de sentir.

Um pouco mais em direção ao ânus fica uma área macia na qual você pode pressionar o dedo. Atrás desse ponto, internamente, está a próstata, e por esse local ela pode sim ser sentida e massageada, sem a necessidade de penetração.

 

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A próstata

Em nós, pessoas com pênis, o prazer da estimulação anal é aumentada por um aspecto adicional que pode proporcinar excitação e prazer profundos: a próstata, o lugar da força física e da conexão. Além dos benefícios para a saúde e potência que a estimulação traz, a massagem da próstata abre uma maneira totalmente nova de experimentar a excitação sexual, completamente diferente da excitação que experimentamos através do lingam.

Assim como a maioria das mulheres relata um orgasmo mais profundo, mais completo e mais duradouro quando a estimulação do clitóris é complementada por uma massagem no ponto G, uma massagem extensa na próstata também leva a um orgasmo profundo e duradouro. A abertura de cura que é possível em todos os níveis durante a massagem da próstata permite que a energia sexual se espalhe por todo o corpo e ser de um homem.

Muitos homens relatam que uma massagem na próstata os ajudou a experimentar um sentimento mais profundo de sexualidade e a construir um melhor contato com seu próprio ânus e assoalho pélvico. Sentimentos como alegria, excitação, suavidade, dor, tesão e tristeza vêm à tona. Outras relatam sentir-se “femininas” ou “expostas”.

Uma massagem anal e de próstata conecta os homens profundamente com o lado receptivo e “feminino” (importante frisar que aspecto “feminino”é completamente diferente de “afeminado”e em nada em a ver com orientação sexual. Todos os gêneros possuem energia feminina – yin – e masculina – yang, e manter essas duas polaridades em equilíbrio é importante para uma vida e relacionamentos saudáveis) de sua sexualidade, ao qual muitos não estão acostumados.

Eles experimentam pela primeira vez como é abrir as pernas e permitir que algo entre neles; eles aprendem o que é ser penetrado, ser “tomado”. Com essa experiência, os homens são capazes de combinar dois aspectos de sua sexualidade que parecem estar em desacordo um com o outro.

“Uma ereção completa, se aceita, honrada e respeitada, coloca os homens em contato com sua força poderosa. Combinada com as qualidades de poder, coragem, potência, força, resistência e prontidão para a ação, a força fálica é uma fonte de vida e um símbolo de masculinidade.

À medida que os homens aprendem a conectar essas qualidades com seus atributos “femininos” de abertura, devoção, plenitude e ternura, eles podem usar sua força fálica como uma expressão de amor e para o benefício de toda a vida. Eles conectam sua espada – o guerreiro interior – com sua mulher interna, um ser de amor e devoção. Espada e rosa se tornam um.” (Michaela Riedl)

A próstata é uma glândula do tamanho de uma castanha e responsável pela produção do líquido seminal (a parte esbranquiçada do sêmen). Está localizada logo acima do períneo, no centro da pelve, atrás do osso púbico. 

Embora sua próstata possa ser massageada até certo ponto através do períneo, a maneira mais direta de alcançá-la é através do ânus.

Para um homem que não está excitado, ter sua próstata tocada geralmente é bastante desagradável. Mas depois de um certo nível de excitação, a massagem pode ser bastante prazerosa e pode até levar a orgasmos – muito parecido com o ponto G para as mulheres. Os orgasmos da próstata são muito diferentes daqueles causados ​​pela estimulação do pênis. Eles tendem a conectar os homens com seus lados receptivos, fazendo com que o prazer se espalhe mais profunda e amplamente por todo o corpo e tem tendência a desencadear emoções.

A parte de trás da próstata toca o reto, por isso pode ser explorada e estimulada com os dedos através do ânus.

 

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O ânus – A zona “proibida”.

Depois de termos explorado o pênis e todas as áreas visíveis dos genitais masculinos, vamos explorar uma parte menos visível e mais “proibida” do corpo, o ânus.

Devido à sua proximidade com a próstata e a multiplicidade de terminações nervosas sensíveis, o ânus é uma zona altamente erógena. No entanto, muitos homens têm muito pouca experiência, com toque e estimulação, em grande parte porque essa área continua sendo objeto de muitos tabus e muitas vezes é considerada suja e fedorenta. Entre alguns homens, isso se mistura com o medo da homossexualidade. Eles não querem se tornar a “fêmea” penetrada.

Claro, é importante manter o ânus limpo para evitar a transmissão de bactérias. O fato é que o ânus – presumindo bons hábitos de higiene pessoal – normalmente é limpo e é uma área que pode ser muito sensível e até orgástica, não só para quem tem uma próstata quando para pessoas com vagina também. Para experimentar plenamente seus prazeres, no entanto, temos que deixar de lado os velhos preconceitos e vergonhas e nos aproximar dessa fonte de desejo e submissão novamente.

Segundo esses anos de experiência percebi que a maioria das pessoas (principalmente os homens) têm o ânus fechado e tensos, com dificuldade de soltar a área, e estão sempre muito preocupados com suas ereções.

Há uma dificuldade imensa de se soltarem, relaxarem e de serem receptivos. Parece que não há “alma”, não conseguem permanecer  presentes nem na massagem muito menos nas relações.

São incapazes de sentirem o próprio corpo ou a seus parceiros durante o sexo, esses homens me procuram com queixas relativas a problemas sexuais, como ejaculação precoce, dificuldades em alcançar ou manter ereções ou falta de sensibilidade à estimulação.

Tensões no assoalho pélvico, especialmente no ânus também podem ocasionar outros problemas como problemas digestivos, dores lombares, hemorróidas e até impotência.

“A região anal nos coloca em contato com as partes mais íntimas de um homem e assim honra seu “templo interior”. Não há maneira mais profunda de tocar um homem. Abrir-se à penetração anal permite  estar em contato com suas características femininas de devoção, profundidade e amplitude.” (Michaela Riedl)

 

 

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Mitos sobre a estimulação anal

A região anal é uma zona erógena com alto potencial de prazer para todos os gêneros

Os músculos anais são divididos em esfíncteres externo e interno. O esfíncter externo é controlado pelo sistema nervoso central e pode ser conscientemente contraído e relaxado. O esfíncter interno, no entanto, é controlado pelo sistema nervoso autônomo e pode ser conscientemente influenciado apenas com prática consistente.

O ânus tem cerca de quatro centímetros de profundidade e é cercado por uma pele externa calejada que é um pouco menos sensível que as outras partes. Mas se explorarmos mais por dentro, alcançamos a membrana mucosa muito sensível dos intestinos. Ao redor da pele externa do ânus – a roseta anal – há um grande número de glândulas que exalam um cheiro almiscarado.

O ânus é cercado por um grande número de terminações nervosas sensíveis ao toque. Metade (!) de todas as terminações nervosas da região pélvica estão localizadas ao redor do ânus. Massagear as nádegas e o períneo extensivamente leva ao aumento da circulação e, portanto, ao aumento da elasticidade do ânus. É importante falarmos sobre as preocupações e preconceitos mais comuns sobre a estimulação anal:

1. Sexo anal ou massagem anal significa tocar nas fezes: Isso raramente acontece, pois as fezes são coletadas no intestino grosso, não no reto. Nem o pênis nem o dedo penetram no intestino grosso. No entanto, é útil limpar o canal anal antes, pois em muitas pessoas os intestinos não funcionam de forma muito regulada. Geralmente uma ducha anal será suficiente. No entanto, como regra geral, é importante que qualquer dedo, pênis ou vibrador que tenha visitado a região anal seja lavado antes de qualquer contato com outro pênis, vagina ou qualquer tipo de membrana mucosa.

2. O esfíncter ficará solto durante o sexo anal ou massagem: Este não é o caso. No máximo, o esfíncter pode precisar de algum tempo para se regular após a relação anal ou massagem anal, o que em alguns casos pode causar flatulência temporária.

3. A relação anal ou massagem causa hemorróidas: Isso não é verdade. Desde que o esfíncter não seja esticado grosseiramente e seja cuidadosamente preparado com lubrificante suficiente (vaselina, óleo de coco ou outro), uma lesão que possa causar hemorróidas é altamente improvável. No entanto, aqueles que já sofrem do devem esperar até que as hemorróidas tenham cicatrizado, pois de outra forma podem sentir dor.

4. A penetração da área anal deve sempre acontecer muito lentamente: Isso também não está correto. O reto é projetado para excretar algo para fora do corpo em vez de aceitar algo dentro. É por isso que ele se contrai reflexivamente assim que algo deseja entrar. Se entrarmos no ânus muito lentamente, essas contrações podem variar de desagradáveis ​​a dolorosas. Portanto, é recomendável passar bastante tempo preparando a entrada e, em seguida, inserir o dedo ou o pênis suavemente, mas rapidamente.

 No início, o novo toque durante a massagem anal pode ser doloroso, especialmente se houver tensões físicas ou emocionais na região. Portanto, a exploração desse canal interno deve ser um processo respeitoso.

O músculo PC

E por último mas não menos importante vamos falar do músculo pubococcíneo (PC), que não pode ser estimulado porém pode e deve ser trabalhado para que tenhamos mais prazer nos estímulos do corpo.

Esse músculo desempenha um papel central no aumento da nossa energia sexual e excitação. Ele vai do osso púbico ao cóccix e conecta o ânus e os genitais com as nádegas e as pernas. Se alarga por todo o assoalho pélvico, circundando a próstata e controlando a abertura e fechamento da uretra, canal do sêmen e ânus. Ele é o “músculo do xixi”, o que você usa para segurar enquanto não consegue ir no banheiro. 

O fortalecimento consciente do músculo PC pode levar a orgasmos ​​e ereções mais fortes. Além disso, ele é peça central para conseguir separar o orgasmo da ejaculação, caso queira aprender a ter orgasmos múltiplos e secos.

Se o músculo estiver muito tenso e sob estresse constante, irá ser difícil ter uma ereção ou até se entregar a alguma relação. Por outro lado, se o músculo PC estiver muito fraco e tiver pouca ou nenhuma tensão, será difícil segurar sua urina, controlar suas ereções, ou fortalecer seu lingam.

Felizmente, você pode fortalecer seu músculo PC e criar uma boa tensão com alguns exercícios simples. O treinamento focado do assoalho pélvico dá a 80% dos homens com um corpo esponjoso peniano fraco uma melhora em sua capacidade de construir e manter uma ereção. Chamamos isso de “pompoar masculino” já que os exercícios são semelhantes aos do pompoar vaginal.

 

A respiração também desempenha um papel central no fortalecimento do assoalho pélvico. A respiração profunda permite que a energia fresca e o aumento da circulação sanguínea fluam para o lingam, a pelve e os órgãos pélvicos. Se os músculos do estômago, assoalho pélvico e diafragma cooperarem durante inalação e exalação conscientes, os órgãos internos experimentam uma maravilhosa massagem fortalecedora.

Quando você inspira, seu diafragma abaixa para dar espaço aos pulmões em expansão. Os órgãos do estômago se movem para frente, fazendo com que o assoalho pélvico se estique e seus músculos relaxem. Durante a expiração, o diafragma se move para cima e pressiona os pulmões para sustentar a expiração. Ao mesmo tempo, os músculos do assoalho pélvico se contraem para dentro e para cima.

Nos homens, a contração do músculo PC estimula a próstata. Isso desencadeia a liberação de hormônios e endorfinas que podem melhorar o humor e aumentar a vitalidade sexual. Então vamos começar a nos exercitar?

Pênis – Simbolismos e Realidades

Pênis – Simbolismos e Realidades

O pênis. Símbolo de poder? Da sociedade patriarcal? Ou somente um pedaço de carne esponjosa pendurado entre as pernas cerca de metade da população mundial?

Devido a toxicidade que vivemos no mundo. Com uma repressão sexual, muitas vezes até paradoxal sob meu ponto de vista, cada vez maior. Falta de educação sexual, compensada pela pornografia que começa a ser consumida cada vez mais cedo. Uma nudez ora símbolo de libertação e naturalidade ora alvo de críticas por ser “desnecessária” vemos distorções e violências sexuais cada vez mais frequentes. E quem leva a culpa? Não são os fatores acima, mas o pênis e todo o simbolismo que ele carrega. Ter um pênis significa ser um potencial abusador, mostrar o pênis pode simbolizar um perigo inato. 

E, não me canso de repetir, paradoxalmente, a nudez frontal masculina que não seja genital, de performance, ereto, pornográfica, é rara. A nudez artística, sensual, com nossos genitais no estado onde eles permanecem a maior parte do tempo, servindo como qualquer parte do corpo, vulnerável ao ambiente e a conceituação, essa é rara. E quando existe, certamente não é associada a heterossexualidade. Um hétero posar nú? Sem que seja para mandar nudes nas mídias sociais? Ainda com sua “ferramenta”flácida? E que graça tem ver ela flácida? Quero ver ela dura, potente, penetrante.

Pois, de novo, paradoxalmente, o que nos violenta também nos excita. O que é tido como gracioso não é tido como sexual. Sexo deve ser perigoso, tenso, cheio de vergonhas, preocupações, julgamentos e culpas…senão não é gostoso. O melhor sexo é aquele selvagem depois de uma briga. Sexo de reconciliação dizem. Aquele em que você erotiza e descarrega sua raiva no outro até que toneladas de hormônios liberados depois do gozo te relaxem. O sexo, lento, com amor e presença? Esse não é tão gostoso.

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O simbolismo do pênis é um complexo diagrama de paradoxos. E como isso influencia na visão de si e do corpo de quem nasceu com um?

O pênis como ferramenta

Com nada os homens se identificam tão intimamente quanto com seu pênis e seu comportamento. É o orgulho ou a queda do homem, sua pertença ou não pertencimento ao grupo dos homens, sua conexão com o mundo das mulheres, seu passaporte e medida”. (Dieter Duhm) 

Para muitos de nós, a sexualidade masculina ainda é um mapa com muitos pontos em branco que permanecem desconhecidos. Para o benefício de homens e mulheres, a aventura de descobrir a masculinidade pode começar.

Ao contrário do que as crenças sociais dizem, nós não costumamos lidar com nossos pênis com amor, gratidão e reverência. Em vez disso, os encaramos como simples ferramentas que nos levarão a um orgasmo, uma ejaculação…ou fornecer esses mesmos prazeres as nossas parcerias. Aliás, na maioria das vezes, quando nos tocamos é com essa intenção, obter uma ereção.

Quando se fala que vivemos em uma sociedade falocêntrica e que o pênis é um símbolo de opressão e poder temos que fazer uma correção, é o pênis ereto que é esse símbolo. É o que se espera de nós, é o que os filmes pornôs mostram. Se seu pênis não está ereto você é fraco, “impotente” como chamamos. Então, quem não apresenta seu falo ereto não tem potência, não expressa sua masculinidade plena. 

Como a ereção é causada pelo sistema simpático não temos controle sobre ele. Ele pode ocorrer as situações mais inusitadas e não ocorrer nas ocasiões mais excitantes. E justamente por não termos controle o peso, cobrança e consequente auto-cobrança pela ereção é enorme e nos tira grande parcela da possibilidade de presença, intimidade e expressão sexual de forma mais plena afinal, sem uma ereção nada disso acaba sendo válido.

O pênis como vergonha e culpa

O pênis, ao contrário do que a cultura popular diz, para muitos é motivo de vergonha e culpa. Seja pela tendência a achar que “poderia ser maior” e ficarmos constantemente nos comparando com outros (geralmente atores pornôs) e crendo que se fosse maior nossas companhias afetivas/sexuais ficariam mais satisfeitas. De novo, o símbolo de poder não é o falo, mas sim o falo ereto, grande e grosso.

Em uma cultura esquizofrênica (e violenta) quando falamos de sexualidade, o pênis, por si só, também é símbolo de agressividade, coerção e visto como algo invasivo. Um homem nú é visto de maneira muito mais agressiva que uma mulher nua, independente de ter uma ereção ou não.

A mídia tem uma parcela de culpa nisso. Nas poucas ocasiões em que se apresente um nú frontal masculino em filmes são em situações sexuais (geralmente falos grandes mesmo flácidos, simbolizando potência e instigando o imaginário para como seria se ficasse duro). Nús frontais em filmes e séries são pautas para inúmeros artigos falando do tamanho do órgão sexual do ator em questão.

Ainda existem poucas produções que trazem o nú masculino de forma naturalizada, em situações cotidianas ou de vulnerabilidade, onde o genital não seria o foco, mas somente mais uma parte do corpo humano ( que é como deveria ser tratado).

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A culpa pela ejaculação também aflige a muitas pessoas com pênis. Aprendemos a gozar não como ato de amor, mas como liberação emocional. É, para muitos, a única forma de relaxar, já que somos criados a reprimir e não expressar nossas emoções. Muitos de nós sofremos do que, na sexologia, se chama de “depressão pós-coito” onde, após a ejaculação, entramos numa crise de choro, culpa e depressão. Não é algo incomum infelizmente. E vem de encontro com as repressões e pesos que carregamos simplesmente por termos um pênis.

Como você chama o seu?

O português não tem uma palavra que transmita amor e reverência para nosso genital. Infelizmente nem pênis, pau, cacete, caralho, rola, pinto…pode refletir o significar que tal parte do corpo pode ter para quem o detém. É um dos maiores exemplos de que não temos um relacionamento consciente e amoroso com essa parte de nossos corpos.

No hindi, que deriva do sânscrito, língua sagrada em que os Tantras foram transcritos, temos a palavra “lingam”para se referir a todo o aparto sexual masculino. A palavra lingam refere-se ao núcleo mais íntimo da masculinidade. Significa “coluna de luz”, “parede de luz” ou “bastão de luz”. O taoísmo também utiliza termos como “vara de jade” e “espada de lótus”.

Na Índia, o lingam é reverenciado como uma expressão da clareza de Shiva, capaz de penetrar na névoa da ilusão – ideias e crenças falsas. O lingam simboliza a espada fina que diferencia entre o verdadeiro e o falso e entre nossa própria energia criativa e a energia da criação.

Não faz sentido para você? Que a mudança de percepção que você tem de seu pênis possa romper com muitas crenças falsas que faz com que diariamente você diminua e violente seu corpo, assim como o corpo de suas parcerias?

 

Lidando com o pênis de forma saudável

 Hoje entendo que o lingam representa mais do que apenas superstição. É honrar a energia reprodutiva e criativa masculina, e também honrar a masculinidade. E isso de forma alguma é ser “falocêntrico”, mas sim amar uma parte de mim. Assim como para pessoas que tem vagina amar e reverenciar essa parte de seu corpo faz com que se ame e se empodere de seu corpo e sexualidade.

Essa mudança de relacionamento com meu lingam também encontrou sua expressão em minha sexualidade. Antigamente, quando eu acariciava meu lingam, fazia isso para satisfazer um desejo, ou para me “esvaziar” de tensões, angústias, ansiedade , não para “honrar” nada. Não vou falar que ainda não o faço, pois é um condicionamento profundo. Mas quando se tem consciência os padrões começam a se romper.

Era o mesmo quando eu acariciava uma yoni (vagina); a relação sexual ou o orgasmo da minha parceira eram meus objetivos. Agora estou, aos poucos, deixando de trabalhar em direção a esses objetivos e, em vez disso, toco meu lingam ou yoni para honrar o que significa ser cada um/uma. O que fazemos com nosso corpo é espelho do que buscamos no corpo do outro.

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Para você que se relaciona de forma sexual com pessoas com pênis. Quando tocá-lo, lembre-se de toda a carga que ele carrega. Não o faça simplesmente para que se tenha uma ereção e possa penetrar. Isso é utilizá-lo como uma ferramenta, que é como ele sempre foi utilizado. E reflita, como você lida com seus genitais? Como interagem com eles? Da mesma maneira que o faz com o outro?

 “Existem duas maneiras para o pênis ser excitado – através da emoção ou através do amor.” Hoje consigo começar a compreender plenamente o significado de sua mensagem em meu próprio corpo. É uma sensação maravilhosa para mim começar a ser despertado pelo amor e desfrutá-lo. Compartilho essa abordagem positiva de uma sexualidade plena com outros homens, mulheres e casais em minha prática terapêutica.

Eles param de reduzir o pênis a um “órgão de função” que deve ficar ereto e produzir orgasmos, e reconhecem que nossas interações com o lingam são mais do que apenas colocá-lo para cima, para dentro e para fora.

“Durante centenas de anos de influência da igreja e seus dogmas, a sexualidade foi desvalorizada, assim como as mulheres e seus poderes secretos. Isso tornou cada vez mais difícil para o poder feminino honrar o poder masculino e seu lingam. Os homens perderam a consciência do lingam como órgão do amor e começaram a usá-lo com uma fixação no objetivo pessoal de atingir o orgasmo. Esse foco limitado muitas vezes levava as mulheres a temer o lingam e as impedia de reconhecê-lo como uma parte enriquecedora de sua experiência sexual. Assim, o lingam raramente recebeu o amor que merece.” ( Diane Riedl)

Nutrir a sexualidade requer segurança, aceitação, compreensão e amor. Isso vale tanto para os homens quanto para as mulheres.

Assim como as mulheres, os homens precisam de um ambiente encorajador para desenvolver sua sexualidade. Isso inclui não apenas as condições externas, mas também um parceiro relaxado e receptivo – que não precisa ser “perfeito”, mas sim amoroso e empático. Compreender a sexualidade é necessariamente um processo, não um evento. A descoberta e aceitação da força sexual masculina é independente da potência ou da ereção.

Os 15 motivos dos bloqueios sexuais masculinos.

Os 15 motivos dos bloqueios sexuais masculinos.

Nós homens somos criados a expressarmos nossa sexualidade de maneira mais explícita que as mulheres. Em geral somos menos recriminados quanto a auto-exploração de nossos corpos ou a expressar nossos desejos sexuais.

Porém será que essa expressão disfarçada de liberdade é saudável?

Dentro da nossa cultura judaico-cristã a sexualidade é vista sob o manto da culpa. e da vergonha. Quando alguém pensa muito em sexo falamos que tem a “mente poluída”. A maioria dos palavrões e termos pejorativos estão ligados ao ato sexual.

Ou seja, enxergamos a expressão, que deveria ser natural, de nossa sexualidade como algo sujo, pecaminoso, profano. Exatamente no sentido contrário da noção de “Amor”, que deve ser “puro”e, paradoxalmente, “casto”. E esses conceitos são válidos para ambos os gêneros, apesar de pouco se falar como essa repressão afeta aos homens e ocasionam muitos de seus bloqueios sexuais.

Nesse artigo irei tentar resumir alguns deles. Uns ainda me afetam, outros já me afetaram como homem. E a maioria afeta a quem me procura dentro da Terapia Corporal.

1. Vergonha dos sonhos molhados

Assim como a primeira menstruação pode ser embaraçosa para uma jovem sem educação sexual ou sobre a mudanças de seu corpo a polução noturna (ejaculação involuntária durante o sono) pode somatizar em vergonha e retração do homem para com a própria ejaculação.

2. Medo de ser visto fazendo sexo

Por mais que, se referindo a expressão sexual, nós homens somos mais estimulados que as mulheres a nos expressarmos o sexo ainda é visto como algo vergonhoso e proibido. E o “proibido”, dependendo de como o inconsciente processa isso, pode virar tanto um fetiche quanto uma limitação. Muitos homens tem bloqueios em fazer sexo em lugares inusitados.

3. Repressão religiosa ou cultural

Muitos homens sofrem repressões duras quanto a sua sexualidade por imposições religiosas ou culturais.

Desde o próprio ato masturbatório proibido até a obrigação de casar virgem e não cometer atos considerados “pervertidos”. As consequências são várias, desde ansiedade e auto-cobrança no ato sexual, que somatizam em disfunções eréteis ou ejaculação precoce a episódios de raiva, tentativa de controle da parceria, tendências ao abuso justamente por causa da insegurança e falta de maturidade emocional geradas pela impossibilidade de viver e experimentar.

4. Dúvidas quanto a sua orientação sexual

A pressão por se encaixar em rótulos faz com que muitos homens entrem em uma crise identitária. Já atendi homens que tiveram relações saudáveis com ambos os sexos, mas se sentem culpados por não escolherem um dos lados. Ou pessoas que se sentem heteros, porém já tiveram relações satisfatórias com pessoas do mesmo gênero, e entram em conflito sobre se realmente são heteros. 

 

5. Rejeição violenta por parte das amantes.

Apesar de menos danos que a rejeição por grandes amores. A rejeição constante por parte de parcerias casuais, sem um diálogo maduro, também pode causar, devido ao acúmulo de frustrações, na auto-estima masculina.

bloqueios masculinos

6. Abuso sexual na infância

O abuso sexual gera traumas profundos em qualquer pessoa. Enquanto cerca de 40% das mulheres que atendo já sofreu algum tipo de violência sexual 30% dos homens que me procuram também sofreram algum episódio de abuso na infância ou adolescência. 

Muitas vezes o abuso não é visto como tal pois, no momento, foi prazeroso para a pessoa. Mas por ser uma situação de vulnerabilidade e insegurança de um ser que não tem maturidade emocional para lidar com isso, acaba somatizando no corpo e na psiquê.

 

7. Arrependimento por traições ou imoralidades

Culpas não resolvidas por traições à pessoa amada podem gerar insegurança e ansiedade. Geralmente expressas através de tentativas de controle e ciúmes excessivos (achando que a parceria pode fazer o mesmo).

 

8. Medo de falhar e ansiedade por performar bem durante o sexo

A pressão pela performance, a imagem do sexo focada na penetração e a auto-cobrança para levar a parceria ao orgasmo constantemente resultam em episódios de disfunção, ejaculação rápida e então, mais auto-cobrança, gerando um círculo vicioso.

 

 9. Vergonha da ereção, do tamanho do pênis ou de impotência

 A falta de educação sexual, a cultura do pornô e o não-diálogo, seja na família ou entre amigos, sobre sexo faz com que a maioria dos homens se sintam solitários em seus problemas, por mais comuns que eles sejam.

A comparação do tamanho do pênis é uma constante, assim como a capacidade eretiva. Dentro de nossa sociedade ostentar um pênis ereto é digno de orgulho, símbolo de prazer e poder. Já o pênis flácido é vergonhoso e deve ser escondido.

No mundo pornô as atores tem sempre membros grandes e sempre eretos, o que não condiz com a realidade.

A auto-cobrança para dar prazer aos parceiros ( e a associação masculina com a ereção esperada pelas mulheres) aumenta ainda mais a tensão, ansiedade e nervosismo na hora H.

10.Traumas durante a circuncisão

 Muitos adolescentes optam pela retirada do prepúcio, seja por problemas como fimose ou outras questões relacionadas a limpeza, menor incidência de ISTs ou até por questões estéticas.

O fato é que a retirada do prepúcio causa uma perda significativa na sensibilidade da glande, já que a pele antes protegida agora fricciona constantemente com as roupas, fazendo com que ela “engrosse”. Logo após a cirurgia a glande pode ficar hipersensível e depois vai perdendo a sensibilidade. Para um adolescente no começo de vida sexual o medo de ter relações pode se estabelecer criando o mesmo padrão de ansiedade e tensão durante os encontros sexuais. Que pode se manifestar como falta de libido ou  disfunções sexuais.

 

bloqueios sexuais masculinos

11. Raiva, ódio reprimido ou sentimentos negativos engolidos

 A criação machista inibe qualquer tipo de expressão emocional do homem. “Seja homem!”, “Homem não chora!” são frases que ouvimos desde nossa infância. E a única maneira que somos criados a expressar nossas emoções é através da violência. Lutas, guerras, competições…é o que fascina o macho. E nos relacionamentos não é diferente. Ao aumentar a voz, virar de costas e fugir de uma discussão, esmurrar a parede, o homem está tentando aliviar a sua raiva da forma que conhece. Pois chorar, se mostrar vulnerável, conversar…é muito difícil, para não falar uma tarefa impossível.

E esses sentimentos não expressos podem gerar distanciamento do casal, falta de conexão e podem se manifestar inclusive num padrão de sexo violento. 

12. Se sentir inadequado nas relações

 Quando um homem se sente deslocado em uma relação geralmente ele tem dificuldade de expressar. Simplesmente porque, como falamos acima, ele não consegue se mostrar vulnerável, baixar a guarda e demonstrar o que sente.

Tal insegurança pode refletir na intimidade do casal, quando o parceiro está num estado de tensão constante que pode refletir num distanciamento, falta de libido e sensação de estar acuado.

13. Rejeições ou grandes mágoas para com grandes paixões

 Homens tem mais dificuldade e demoram mais tempo para superar uma rejeição ou decepção amorosa. Rejeições por parte da pessoa amada podem gerar marcas profundas e difíceis de serem curadas fazendo com que ele tenha dificuldades de se envolver e mergulhar em outras relações.

 

14.Variação emocional muito alta durante a puberdade

 A adolescência é um período bem intenso e sensível. São durante esses poucos anos que seu corpo mais se transforma, assim como sua formação como indivíduo se consolida.

A comparação do seu corpo para com o do seu colega mais velho, início do desejo e expressão sexual, imaturidade emocional e explosão hormonal. Tudo isso forma uma combinação explosiva para institucionalizar o caos durante esses poucos anos.

Se alguém sofre muita rejeição, bullying…ou inclusive a pressão por manter constantemente uma imagem da pessoa desejada e aprovada pelo grupo podem gerar traumas que se carregam para a fase adulta, criando máscaras ou bloqueios para se proteger.

 Problemas sexuais, medo de se envolver, timidez, nervosismo, ansiedade, dificuldade de se expressar, de ficar a vontade de se mostrar além das aparências ou ser receptivo a mudanças..são exemplos de padrões que podem vir dessa adolescência traumática.

 

15. Culpa para com a masturbação

 Homens se masturbam com mais frequência que as mulheres, que desde muito novas são recriminadas por colocarem as mãos e explorarem seus genitais.

Essa auto-exploração, em parte, se naturaliza pelo fato do pênis ser um órgão externo e estar sempre a mostra. Desde pequeno o menino é ensinado a botar a mão para fazer xixi e direcionar o jato de urina. Mas por mais que o ato seja mais natural, não quer dizer que o sentimento vinculado a ele o seja.

Para muitos homens o ato de se masturbar sempre veio acompanhado com sentimentos de culpa e vergonha. Para ambos os gêneros a masturbação acaba sendo algo a ser feito de maneira escondida, em silêncio, cheio de tensão. Algo que não se pode falar para ninguém. O próprio “se dar prazer”de forma tão fácil acarreta numa culpa. Já que para todo o resto é preciso ser merecedor. Então a masturbação acaba virando um ansiolítico natural. Com movimentos rápidos, fortes e certeiros o orgasmo chega em minutos. E assim o corpo relaxa. Assim a culpa por se tocar não é sentida por muito tempo.

Dificilmente alguém utiliza ou aprende a utilizar a masturbação como um ato de amor próprio onde todo o corpo é explorado e se demora nos toques. Para a maioria dos adultos (de ambos os sexos) tal prática gera ansiedade, o cérebro imerge em pensamentos, não se consegue focar no corpo.

 

Se identificou com algum desses aspectos? Pode ter certeza que você não está sozinho. Respire fundo e mude esse padrão. Relaxar e baixar a guarda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e força.

Como funciona meu trabalho dentro da Terapia Tântrica?

Como funciona meu trabalho dentro da Terapia Tântrica?

A maior parte das pessoas que se interessa e busca meu trabalho tem muitas dúvidas de como funciona. Até porque procuro oferecer sessões com um nível de aprofundamento e auto-conhecimento muito mais profundo que uma simples massagem genital. Então resolvi escrever esse artigo para contar em detalhes sobre a construção do meu estilo de terapia: a Terapia Corporal com base no Tantra e como funcionam as bases do meu trabalho.

Terapia tântrica vs Massoterapia tântrica

 Existem diversas formações em Terapia Tântrica pelo Brasil e elas variam em técnica e filosofia. Existem escolas que prezam pela meditação, respiração e massagens mais próximas a ayurveda. Outras seguem a vertente neo-tântrica priorizando catarses e as massagens genitais. É importante, ao procurar um(a) terapeuta ter claro seus objetivos e entender como ele/a trabalha e de que escola veio.

Eu hoje tenho 5 formações das mais variadas escolas então desde técnica milenares vindas do Taoísmo e da filosofia tântrica até em terapias contemporâneas como bioenergética, ferramentas psicoterápicas e da Sexologia Somática. Estou sempre estudando e praticando mais para que possa atender cada um de maneira personalizada, procurando fazer com que alcance seus objetivos da mais rápida e melhor maneira possível.

Mas você trabalha com Terapia tântrica ou Terapia Corporal?

Meu trabalho tem como base a filosofia do Tantra, ou seja, ajudar meus interagentes a alcançar uma maior consciência de si e de seu corpo, eliminar julgamentos, vergonhas, culpas e ajudá-lo a ver o mundo e todas as suas relações de maneira mais natural, confiante e leve.

Porém o Tantra não é uma terapia, é uma filosofia. Então fico mais confortável em me definir como Terapeuta Corporal. Pois lido com o corpo, com sensações, emoções, sentimentos e bloqueios que se encouraçaram no corpo e através dele possam ser acessados. Nem a própria massagem Tântrica é tântrica, ela tem princípios da reflexologia sexual taoísta e foi desenvolvida fazem pouco mais de 50 anos, você pode ler mais sobre nesse artigo aqui.

Bases da Terapia Corporal

Parto do principio que tanto o Tantra, o Taoísmo e a psicologia convergem: A sexualidade rege nossa vida. Nossa relação com a natureza, interpessoais e com nós mesmos. O Tantra chama essa energia de Kundalini, o Taoísmo de Chi…Freud chamou de libido, Reich de Orgone. A nossa energia sexual é a energia da vida, que nos faz acordar todos os dias pra ir trabalhar, nos exercitar, namorar, sair com os amigos, viajar. Paulo Freire falava da energia do “Tesão”.

Se você tem tesão em viajar, tesão em comer algo diferente, tesão em dançar, tesão em conversar…para tudo isso você utiliza sua energia sexual, sua energia vital.

Ela rege a forma como você fala, se veste, se comporta…os padrões de pessoas com que você se relaciona. Inclusive suas escolhas profissionais.

É incrível como após algumas sessões muitos interagentes mudam sutilmente a forma de falar, suas expressões corporais e inclusive o padrão de pessoas das quais se atraem, conforme vão ganhando mais consciência e segurança sobre corpo e suas feridas.

Trabalho dentro do círculo de não-virtudes taoísta, que sintetiza o ciclo do qual perdemos energia vital, e o ciclo e virtudes, que faz com que nos energizemos e rompemos os padrões das não-virtudes. Através do trabalho corporal conseguimos trazer consciência para o estado de presença e emoções, fazendo com que os padrões se quebrem.

ciclo nao virtudes taoismo
Ciclo das não-virtudes Taoísta. Que seria um resumo de como as doenças (inclusive emocionais) se estabelecem.

E como fazemos isso? Através dos 3 pilares do Tantra e da Sexologia Somática: Respiração, Som e Movimento. Trabalhando essas 3 vertentes gradualmente através de técnicas de respiração, práticas corporais e massoterapia o corpo vai eliminando os traumas, se soltando e se libertando.

Como complemento dentro das sessões online trabalho com ferramentas psicoterápicas que buscam trazer consciência para os gatilhos que ativam esses traumas no dia a dia, para dar sustentação a toda essa mudança e que o corpo tenha menos possibilidades de cair novamente na rotina. Nessas ferramentas me baseio no material, experiência e estudos de Gasparetto, Krishnananda e Sri Prem Baba para aplicá-las.

 Modelos de trabalho

 E como trabalhamos isso tudo? Em uma sessão?

Sim, podemos marcar uma sessão presencial como experiência até para que você sinta se é o caminho certo para você, porém o ideal é que façamos um pacote de desenvolvimento onde gradativamente vamos trabalhando todas suas questões e construindo as sessões de acordo com seu progresso ou necessidades.

Atendo com 3 tipos de pacotes terapêuticos: Sessões exclusivamente presenciais, Sessões mistas (mais completas pois trabalhamos psicoterapia em conjunto com a massagem e outras práticas corporais) e as sessões exclusivamente online, onde trocamos a massagem por exercícios de auto-toque consciente, com resultados bem próximos as sessões presenciais.

E quais os resultados esperados?

Iremos trabalhar em cima das suas intenções, para que chegue a elas da mais rápida e melhor maneira possível, sempre conversando e co-criando as sessões dentro de um ambiente seguro de livre expressão e respeitando seus limites.

As questões mais comuns para que me procuram são:

– Disfunções sexuais: Anorgasmia, dificuldade de chegar ao orgasmo, ejaculação precoce, disfunção erétil….

– Problemas com toque, intimidade

– Ansiedade

– Insegurança, problemas de auto-estima

– Culpa, vergonha ou alto julgamento para com sua sexualidade

– Dificuldade de se comunicar, dizer o que gosta, o que quer. Dificuldade de dizer não.

– Relações abusivas que não se consegue sair

– Buscar se conhecer mais, alcançar novos níveis de prazer e como conseguir fazer isso com seus parceiros.

A Terapia Corporal pode te ajudar de diversas maneiras. Caso tenha mais alguma dúvida e queira conversar sobre se esse pode ser um caminho para você me envie uma mensagem e vamos conversar.