Disfunção erétil – Por que acontece e o que fazer?

Disfunção erétil – Por que acontece e o que fazer?

Juntamente com a ejaculação precoce, a disfunção erétil (também chamada de “impotência sexual” ) é a causa mais comum entre as queixas de homens que me procuram dentro da terapia corporal Tântrica.

Disfunção erétil é a impossibilidade de ter ou manter uma ereção por tempo suficiente para realizar penetração no ato sexual. As causas podem ser físicas ou emocionais, essa segunda é a causa mais comum.

Muitos homens são propensos a sofrer de alguma forma de disfunção de ereção durante suas vidas. Mesmo que a ausência de uma ereção possa parecer trágica a princípio, existem muitas maneiras de lidar positivamente com esse evento. Mesmo com um pênis meio ereto ou não ereto, você pode estimular a vulva e até realizar a penetração, ou então receber uma massagem peniana sensual e excitante.

É mais importante sentir o lingam e estar em contato amoroso com ele do que ter uma ereção. Se ele não subiu, o mais importante é admitir e aceitar esse fato. Apenas aceite sem se julgar e, assim, pode se libertar da tensão e da pressão pelo desempenho, que é uma das principais causas do problema.

As ereções são o resultado do relaxamento

Uma ereção não pode ser forçada – pelo contrário, todo homem sabe que qualquer tentativa de forçar uma ereção ou mesmo desejar uma só terminará em não ter uma. Os que estão condicionados a resolver os problemas pela força de vontade de nada podem contra seus genitais, que não obedecem a nenhuma ordem. Quanto mais uma ereção for “exigida”, mais flácido seu pênis ficará. Medo e ereções simplesmente não combinam.

Uma ereção requer estimulação externa e receptividade interna. É somente quando um homem está relaxado e se sentindo confortável com sua companhia que ele pode começar a se sentir sexualmente estimulado pelo toque, cheiro, seus pensamentos ou um olhar, massagem ou carícia. Esses impulsos estimulam o sistema nervoso e os centros eróticos, fazendo com que o cérebro libere os hormônios que o sistema nervoso parassimpático precisa para se tornar ativo.

O sistema nervoso parassimpático diminui a respiração e os batimentos cardíacos e torna-se ativo à medida que nos acalmamos, amplificando nosso estado de relaxamento. Quando estamos relaxados dessa maneira, as “artérias de entrada” do pênis são capazes de se abrir, liberando sangue no tecido erétil. Este aumento do fluxo sanguíneo também exerce pressão sobre as veias, praticamente fechando-as para que o sangue não flua. Isso aumenta o volume dos tecidos eréteis em três a quatro vezes, e temos uma ereção. Apesar de geralmente acontecer após um estímulo erótico, ereções podem ocorrer em qualquer situação em que tenha estímulo do sistema simpático, como dentro de um carro trepidando ou durante o sono:: a cada 70 a 100 minutos, os homens adormecidos têm uma ereção, mesmo sem sonhos eróticos. Faz parte do funcionamento interno do corpo fornecer regularmente oxigênio ao pênis – é apenas uma parte de uma rotina saudável.

Ereções de apoio

Qualquer problema sexual pode causar insegurança nos homens, mas nada faz um homem entrar mais em pânico como a perda de sua ereção.

Quando um homem sente que pode ser ele mesmo e ser aceito por isso, aconteça o que acontecer, é provável que os problemas psicológicos relacionados à sua disfunção erétil se resolvam. Existem, é claro, homens que ainda terão problemas para alcançar ou manter ereções, seja por razões físicas, relacionadas à idade ou emocionais externas ao relacionamento. A conversa aberta pode ser um passo para um nível novo e mais profundo de intimidade.

Finalmente, é importante manter-se lúdico com tudo isso; não se trata de desempenho ou pontos por esforço. A sexualidade de uma pessoa é tão única quanto suas impressões digitais.

“Fatos inesperados dão aos casais a oportunidade de transformar um fardo em desejo, frustração em prazer e medo em abertura. Onde traumas antigos bloqueiam o caminho, amor e respeito oferecem conforto e uma saída. Desta forma, a impotência pode ser superada, pois “o amor cura todas as feridas”. (Jungen Berger)

O que mais você pode fazer?

Dentro do espectro emocional, muitas vezes por trás de um “não poder”está um “não querer” inconsciente. Honrar e acolher esse “não querer”permite que você se pergunte o que realmente você quer. Aqui uma pergunta mágica pode ajudar: “Se eu acordasse amanhã e meu problema sexual fosse magicamente resolvido, por qual sentimento você o perceberia e como você viveria?”

Outras questões emocionais também podem estar envolvidas: pergunte a si mesmo se você aceita seu/sua parceiro/a como é, não necessariamente como você acha que deveria ser. Há mais alguma coisa que vocês dois podem fazer para ajudar um ao outro a deixar para trás antigos papéis e expectativas de gênero e performance? Você é capaz de reconhecer a profundidade de seus desejos sexuais naturais, assim como os de sua parceria? Embarquem em uma busca juntos – a sexualidade só pode funcionar com base na igualdade e cumplicidade.

No estado normal, sem excitação sexual, o sistema nervoso simpático está ativo; estimula os batimentos cardíacos e a respiração e faz com que as “artérias de entrada” no pênis se contraiam. Com pouco sangue, ele fica flácido.

O estresse e o medo aumentam a atividade do sistema nervoso simpático e provocam a liberação de adrenalina – e o sangue sai do pênis para se  distribuir para outras partes do corpo. O relaxamento é um fator essencial para uma ereção forte e duradoura.

O relaxamento, no entanto, é algo que parece muito estranho para muitos de nós: desde a infância, recebemos sinais de que devemos ter desempenho em muitos níveis. “Você quer dizer que eu não tenho que me esforçar para ter uma ereção?” é uma pergunta que todos nós fazemos quando nos damos conta disso. Quanto menos pensar em ter uma, mais provável é que tenha uma.

Muitos homens me procuram com queixa de disfunção erétil e, logo na primeira sessão, depois de exercícios de respiração para melhorar o estado de presença e uma extensiva massagem relaxante e amorosa, a ereção simplesmente acontece. Basta sentir, respirar e aproveitar.

Razões físicas para disfunção erétil.

Até cerca de trinta anos atrás, as pessoas pensavam que os problemas de ereção eram exclusivamente resultado de causas psicológicas. Pesquisas mais recentes mostraram que em 55 a 85 por cento dos casos, os fatores físicos desempenham um papel na disfunção erétil crônica. Esses fatores incluem:

Arteriosclerose: Certas escolhas de estilo de vida podem piorar a arteriosclerose, incluindo estresse, falta de movimento, uso excessivo de sal e uma dieta rica em gorduras trans.

Pressão alta: Se você tem pressão alta, pode reduzi-la reduzindo seus níveis de estresse, mudando sua dieta e aumentando seu exercício. A medicação regulará a pressão arterial, mas também pode ter efeitos colaterais influenciando ​​na sua capacidade de alcançar e manter ereções.

Fumar: Fumar em excesso não só leva ao entupimento das artérias penianas, mas também danifica o mecanismo de vedação das veias.

Obesidade.

Colesterol alto.

Abuso de álcool: O uso excessivo de álcool pode causar problemas de circulação, bem como uma degeneração do corpo mamilar no cérebro, que é responsável pelo nosso comportamento sexual. É bem sabido que pequenas quantidades de álcool podem causar relaxamento e reduzir as inibições, mas uma vez que uma pessoa bebeu demais, dificilmente algo acontecerá lá abaixo.

Problemas de fluxo sanguíneo no períneo: O fluxo sanguíneo para o períneo pode ser afetado negativamente pelo estresse, certos esportes (como ciclismo) ou ocupações específicas. Sentar demais também pode afetar a circulação do pênis, assim como roupas íntimas ou calças muito apertadas.

Problemas no sistema nervoso: O sistema nervoso transmite estímulos sexuais e garante que certas enzimas sejam direcionadas para a região genital. Cirurgia (especialmente na próstata), lesões, doenças neurológicas, doença de Parkinson e problemas na coluna (especialmente na área do sacro) podem interferir na função erétil, assim como a tensão nervosa.

Problemas de metabolismo e diabetes: Mais de 50% dos homens que sofrem de diabetes se tornarão impotentes ao longo de suas vidas; O diabetes não apenas bloqueia as paredes dos vasos sanguíneos, mas também danifica os nervos, impedindo que os impulsos nervosos importantes para uma ereção sejam transmitidos.

Disfunções hormonais: Os hormônios sexuais masculinos são formados nas células de Leydig dos testículos, bem como nas glândulas supra-renais. Se não houver hormônios suficientes para sustentar as ereções, muitos homens recorrem a afrodisíacos ou tomam inibidores da PDE-5, como o Viagra, que oferecem apenas alívio temporário.

Muitos pensam que a fórmula mágica para a excitação é muito simples: mais testosterona = mais excitação, mas não é verdade. Existe um pré-hormônio chamado dehidroepiandrosterona (ou DHEA) que contribui para o desejo sexual. DHEA é produzido pelas glândulas supra-renais e é um precursor de outros hormônios sexuais, incluindo testosterona e estrogênio.

Estimulação excessiva: As glândulas supra-renais lidam com o estresse e a excitação. O estresse excessivo prolongado nas glândulas supra-renais – por excesso de trabalho ou até mesmo pelo uso excessivo de pornografia – pode levar a problemas de ereção. Isso pode fazer com que se precise de um estímulo cada vez mais forte para ficarem eretos.

Estresse: Sob a influência dos hormônios do estresse, os testículos reduzem a produção de testosterona. Tanto em homens quanto em mulheres, o estresse também leva à redução da produção de DHEA. O estresse é, portanto, contraproducente tanto para a ereção quanto para a capacidade de ficar excitado.

Como fortalecer a capacidade de ereção?

Para promover boas ereções, temos que promover o fluxo de energia para o pênis. Qualquer um, independentemente da idade, pode promover o fornecimento de oxigênio ao e manter a elasticidade através de certos  exercícios. A seguir está uma lista de práticas que melhoram a ereção.

Práticas de respiração: Sempre abdominais, relaxadas no assoalho pélvico, testículos e pênis.

Esportes e dança: esqui (estimula a circulação na pelve), tênis (estimula a capacidade de reagir a estímulos), danças que promovem soltura dos quadris, como as latinas  (salsa, zouk, bachata, samba, etc…), esportes de resistência.

Fortalecimento do assoalho pélvico: aumenta a circulação na região pélvica.

Exercícios pélvicos: balançar, levantar, balançar a pelve, entre outros movimentos.

Body pump: os programas de exercícios são muito bons para promover a circulação na região pélvica. As aulas são oferecidas em muitas academias.

Chi Kung: dez minutos por dia promovem o livre fluxo de energia por todo o corpo.

Exercícios de Feldenkrais: promovem um relaxamento profundo e resolvem o stress a nível celular. O exercício do “relógio pélvico” é particularmente útil para a saúde peniana.

Banhos quentes e mornos: estimulam a circulação.

Musculação: leg press, treinamento abdominal e outros.

Patinação: estimula a circulação na pelve.

Cama elástica: cerca de 15 minutos para fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos.

Desenvolvimento sexual e terapia tântrica.

Yoga: Asanas como a cobra não só promovem a circulação, mas também melhoram a elasticidade do corpo em geral.

Os 15 motivos dos bloqueios sexuais masculinos.

Os 15 motivos dos bloqueios sexuais masculinos.

Nós homens somos criados a expressarmos nossa sexualidade de maneira mais explícita que as mulheres. Em geral somos menos recriminados quanto a auto-exploração de nossos corpos ou a expressar nossos desejos sexuais.

Porém será que essa expressão disfarçada de liberdade é saudável?

Dentro da nossa cultura judaico-cristã a sexualidade é vista sob o manto da culpa. e da vergonha. Quando alguém pensa muito em sexo falamos que tem a “mente poluída”. A maioria dos palavrões e termos pejorativos estão ligados ao ato sexual.

Ou seja, enxergamos a expressão, que deveria ser natural, de nossa sexualidade como algo sujo, pecaminoso, profano. Exatamente no sentido contrário da noção de “Amor”, que deve ser “puro”e, paradoxalmente, “casto”. E esses conceitos são válidos para ambos os gêneros, apesar de pouco se falar como essa repressão afeta aos homens e ocasionam muitos de seus bloqueios sexuais.

Nesse artigo irei tentar resumir alguns deles. Uns ainda me afetam, outros já me afetaram como homem. E a maioria afeta a quem me procura dentro da Terapia Corporal.

1. Vergonha dos sonhos molhados

Assim como a primeira menstruação pode ser embaraçosa para uma jovem sem educação sexual ou sobre a mudanças de seu corpo a polução noturna (ejaculação involuntária durante o sono) pode somatizar em vergonha e retração do homem para com a própria ejaculação.

2. Medo de ser visto fazendo sexo

Por mais que, se referindo a expressão sexual, nós homens somos mais estimulados que as mulheres a nos expressarmos o sexo ainda é visto como algo vergonhoso e proibido. E o “proibido”, dependendo de como o inconsciente processa isso, pode virar tanto um fetiche quanto uma limitação. Muitos homens tem bloqueios em fazer sexo em lugares inusitados.

3. Repressão religiosa ou cultural

Muitos homens sofrem repressões duras quanto a sua sexualidade por imposições religiosas ou culturais.

Desde o próprio ato masturbatório proibido até a obrigação de casar virgem e não cometer atos considerados “pervertidos”. As consequências são várias, desde ansiedade e auto-cobrança no ato sexual, que somatizam em disfunções eréteis ou ejaculação precoce a episódios de raiva, tentativa de controle da parceria, tendências ao abuso justamente por causa da insegurança e falta de maturidade emocional geradas pela impossibilidade de viver e experimentar.

4. Dúvidas quanto a sua orientação sexual

A pressão por se encaixar em rótulos faz com que muitos homens entrem em uma crise identitária. Já atendi homens que tiveram relações saudáveis com ambos os sexos, mas se sentem culpados por não escolherem um dos lados. Ou pessoas que se sentem heteros, porém já tiveram relações satisfatórias com pessoas do mesmo gênero, e entram em conflito sobre se realmente são heteros. 

 

5. Rejeição violenta por parte das amantes.

Apesar de menos danos que a rejeição por grandes amores. A rejeição constante por parte de parcerias casuais, sem um diálogo maduro, também pode causar, devido ao acúmulo de frustrações, na auto-estima masculina.

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6. Abuso sexual na infância

O abuso sexual gera traumas profundos em qualquer pessoa. Enquanto cerca de 40% das mulheres que atendo já sofreu algum tipo de violência sexual 30% dos homens que me procuram também sofreram algum episódio de abuso na infância ou adolescência. 

Muitas vezes o abuso não é visto como tal pois, no momento, foi prazeroso para a pessoa. Mas por ser uma situação de vulnerabilidade e insegurança de um ser que não tem maturidade emocional para lidar com isso, acaba somatizando no corpo e na psiquê.

 

7. Arrependimento por traições ou imoralidades

Culpas não resolvidas por traições à pessoa amada podem gerar insegurança e ansiedade. Geralmente expressas através de tentativas de controle e ciúmes excessivos (achando que a parceria pode fazer o mesmo).

 

8. Medo de falhar e ansiedade por performar bem durante o sexo

A pressão pela performance, a imagem do sexo focada na penetração e a auto-cobrança para levar a parceria ao orgasmo constantemente resultam em episódios de disfunção, ejaculação rápida e então, mais auto-cobrança, gerando um círculo vicioso.

 

 9. Vergonha da ereção, do tamanho do pênis ou de impotência

 A falta de educação sexual, a cultura do pornô e o não-diálogo, seja na família ou entre amigos, sobre sexo faz com que a maioria dos homens se sintam solitários em seus problemas, por mais comuns que eles sejam.

A comparação do tamanho do pênis é uma constante, assim como a capacidade eretiva. Dentro de nossa sociedade ostentar um pênis ereto é digno de orgulho, símbolo de prazer e poder. Já o pênis flácido é vergonhoso e deve ser escondido.

No mundo pornô as atores tem sempre membros grandes e sempre eretos, o que não condiz com a realidade.

A auto-cobrança para dar prazer aos parceiros ( e a associação masculina com a ereção esperada pelas mulheres) aumenta ainda mais a tensão, ansiedade e nervosismo na hora H.

10.Traumas durante a circuncisão

 Muitos adolescentes optam pela retirada do prepúcio, seja por problemas como fimose ou outras questões relacionadas a limpeza, menor incidência de ISTs ou até por questões estéticas.

O fato é que a retirada do prepúcio causa uma perda significativa na sensibilidade da glande, já que a pele antes protegida agora fricciona constantemente com as roupas, fazendo com que ela “engrosse”. Logo após a cirurgia a glande pode ficar hipersensível e depois vai perdendo a sensibilidade. Para um adolescente no começo de vida sexual o medo de ter relações pode se estabelecer criando o mesmo padrão de ansiedade e tensão durante os encontros sexuais. Que pode se manifestar como falta de libido ou  disfunções sexuais.

 

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11. Raiva, ódio reprimido ou sentimentos negativos engolidos

 A criação machista inibe qualquer tipo de expressão emocional do homem. “Seja homem!”, “Homem não chora!” são frases que ouvimos desde nossa infância. E a única maneira que somos criados a expressar nossas emoções é através da violência. Lutas, guerras, competições…é o que fascina o macho. E nos relacionamentos não é diferente. Ao aumentar a voz, virar de costas e fugir de uma discussão, esmurrar a parede, o homem está tentando aliviar a sua raiva da forma que conhece. Pois chorar, se mostrar vulnerável, conversar…é muito difícil, para não falar uma tarefa impossível.

E esses sentimentos não expressos podem gerar distanciamento do casal, falta de conexão e podem se manifestar inclusive num padrão de sexo violento. 

12. Se sentir inadequado nas relações

 Quando um homem se sente deslocado em uma relação geralmente ele tem dificuldade de expressar. Simplesmente porque, como falamos acima, ele não consegue se mostrar vulnerável, baixar a guarda e demonstrar o que sente.

Tal insegurança pode refletir na intimidade do casal, quando o parceiro está num estado de tensão constante que pode refletir num distanciamento, falta de libido e sensação de estar acuado.

13. Rejeições ou grandes mágoas para com grandes paixões

 Homens tem mais dificuldade e demoram mais tempo para superar uma rejeição ou decepção amorosa. Rejeições por parte da pessoa amada podem gerar marcas profundas e difíceis de serem curadas fazendo com que ele tenha dificuldades de se envolver e mergulhar em outras relações.

 

14.Variação emocional muito alta durante a puberdade

 A adolescência é um período bem intenso e sensível. São durante esses poucos anos que seu corpo mais se transforma, assim como sua formação como indivíduo se consolida.

A comparação do seu corpo para com o do seu colega mais velho, início do desejo e expressão sexual, imaturidade emocional e explosão hormonal. Tudo isso forma uma combinação explosiva para institucionalizar o caos durante esses poucos anos.

Se alguém sofre muita rejeição, bullying…ou inclusive a pressão por manter constantemente uma imagem da pessoa desejada e aprovada pelo grupo podem gerar traumas que se carregam para a fase adulta, criando máscaras ou bloqueios para se proteger.

 Problemas sexuais, medo de se envolver, timidez, nervosismo, ansiedade, dificuldade de se expressar, de ficar a vontade de se mostrar além das aparências ou ser receptivo a mudanças..são exemplos de padrões que podem vir dessa adolescência traumática.

 

15. Culpa para com a masturbação

 Homens se masturbam com mais frequência que as mulheres, que desde muito novas são recriminadas por colocarem as mãos e explorarem seus genitais.

Essa auto-exploração, em parte, se naturaliza pelo fato do pênis ser um órgão externo e estar sempre a mostra. Desde pequeno o menino é ensinado a botar a mão para fazer xixi e direcionar o jato de urina. Mas por mais que o ato seja mais natural, não quer dizer que o sentimento vinculado a ele o seja.

Para muitos homens o ato de se masturbar sempre veio acompanhado com sentimentos de culpa e vergonha. Para ambos os gêneros a masturbação acaba sendo algo a ser feito de maneira escondida, em silêncio, cheio de tensão. Algo que não se pode falar para ninguém. O próprio “se dar prazer”de forma tão fácil acarreta numa culpa. Já que para todo o resto é preciso ser merecedor. Então a masturbação acaba virando um ansiolítico natural. Com movimentos rápidos, fortes e certeiros o orgasmo chega em minutos. E assim o corpo relaxa. Assim a culpa por se tocar não é sentida por muito tempo.

Dificilmente alguém utiliza ou aprende a utilizar a masturbação como um ato de amor próprio onde todo o corpo é explorado e se demora nos toques. Para a maioria dos adultos (de ambos os sexos) tal prática gera ansiedade, o cérebro imerge em pensamentos, não se consegue focar no corpo.

 

Se identificou com algum desses aspectos? Pode ter certeza que você não está sozinho. Respire fundo e mude esse padrão. Relaxar e baixar a guarda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e força.